A redução da oferta de pastagem de qualidade nos períodos de seca é fator limitante para a produção de leite e carne. Nessas épocas, o produtor necessita buscar alternativas para garantir a alimentação do rebanho e a produtividade. Esse é o caso do Sítio Bom Jardim, no município de Carmo, que com o auxílio de tecnologia recomendada pela pesquisa agropecuária está conseguindo manter os mesmos índices de produção durante todo o ano.
Primeira propriedade a obter no estado certificação sanitária livre de Brucelose e Tuberculose, o sítio adotou o plantio de cana forrageira, que é oferecida aos animais misturada com uréia. A iniciativa partiu da Pesagro-Rio (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado), como bônus pela unidade ter aderido ao projeto de certificação desenvolvido pela empresa.

A escolha pela variedade mais adequada às condições locais é fundamental para o alcance dos resultados. Em trabalho conjunto com o produtor e a secretaria de Agricultura do município, pesquisadores da Pesagro-Rio concluíram ser a variedade RB739735 a mais recomendada, por sua melhor adaptação em áreas acidentadas da região Serrana, embora a maior parte dos produtores locais utilizem a variedade 'sempre verde', menos vantajosa para a produção.

- Enquanto a 'sempre verde' apresenta mais folha e palha, a RB 739735 contém mais açúcar e caldo. É o que o animal quer e precisa. Como consequência, come mais e produz mais, influindo diretamente na qualidade e quantidade de leite e carne - comparou o pesquisador da Pesagro-Rio, Arivaldo Ribeiro Viana.

Segundo ele ainda, o resultado econômico dessa opção pode ser comprovado na prática em propriedade vizinha, no mesmo município, que utiliza a 'sempre verde' para alimentar o gado em época de seca. Ali a produtividade leiteira, nesse período, fica entorno de cinco litros de leite/dia por animal. Já no sítio bom Jardim, com a tecnologia recomendada pela Pesagro-Rio, este número mais que dobra, com cada vaca produzindo 12 litros de leite/dia.












