ao batizarem-te
deram-te o nome
posto que a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em ferro
ouro
prata
rios peixes minas mata
deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme
sal gado mar de fezes
batendo nas muralhas
do meu sangue confidente
quem botou o branco
na bandeira de Alfenas
só pode ser canalha
na certa se esqueceu
das orações dos penitentes
e da corda que estraçalha
com os culhões
de Tiradentes
o sonho rola no parque
o sangue
ralo no tanque
nada a ver com tipo dark
muito menos com punk
meu vício letal é baiafro
com ódio mortal de yank
ó baby a coisa por aqui não mudou nada
embora sejam outras siglas no emblema
espada continua a ser espada
poema continua a ser poema
arturgomes












